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sábado, 9 de outubro de 2010

A GRANDE MISSÃO DA MAÇONARIA

"A Maçonaria está submetida a provas duríssimas, mas resistirá heroicamente a todos os golpes de seus próprios filhos e sairá fortalecida sempre, sempre e sempre. Na senda do Mundo há nascido uma árvore nefasta e frondosa: a Crueldade, que produziu ditadores, traidores, corruptos e sem princípios que abusam da confiança do povo em todas as épocas e de todos os tamanhos, cheios de vaidades e ambições, duros de corações, carentes de escrúpulos, inimigos da liberdade de ação e inimigos, portanto da Maçonaria, que tem a Verdade e a Justiça como pilares básicos de seu Templo imortal.

Mas a Maçonaria tem uma missão a cumprir, e a cumprirá a despeito de todos quantos contra ela se voltem. Em saber esperar e em saber resistir está sua força e em ter a Razão contra tudo que seja Escravidão, Ignorância, Fanatismo e Aviltamento, pois o Grande Arquiteto do Universo exercerá eternamente a força derrotando estes inimigos".

Sua grande missão é elevar, iluminar, impulsionar e redimir a humanidade. Dar a conhecer que não estão sós (isolados) do mundo. Que seu progresso é o resultado de uma cadeia de homens decididos e virtuosos, assim mesmo os passos que hão dados na senda do progresso são tão curtos tal como exíguo é o tempo que leva a Família Humana na face da Terra comparado com a idade dos planetas. O transito da humanidade pode considerar-se como raiz da árvore que um dia luzirá copa frondosa, sustentada por tronco rijo e idoso do qual somos a primeira célula.

Dizer que assim como o Sol ilumina os bons e os maus, dá calor a todos sem exceção, assim a Maçonaria deve estender seu amor e sua beneficência a todos quantos a rodeiam, sem distinção, sem malevolência e sem rancores, porque tanto como o Amor é fértil, o Ódio é estéril. Que não se reconheça mais títulos e nem vantagens e que não se desvirtue o estreito acatamento à Moral e ao exercício da virtude. Que seja bom, amoroso, honrado e excessivamente virtuoso.

A Maçonaria é a mãe da sabedoria humana. Ela diz ao homem com sublime doçura e amor:

"Cumpre a tua missão, custe o que custar. O caminho para teu próprio convencimento que queiras seguir não me importa, para isso te deixo em liberdade de consciência, por isso não pugno por nenhuma religião e te convido ao estudo e a meditação sobre o único livro que há estudado o homem profundamente, e de onde ele tem tirado todo o seu conhecimento.

Este livro é o Universo a que pertences. Se nele existe um Deus, é Ele a causa criadora, ordenadora. Se esse Deus não existe e em seu lugar só fica a lei da casualidade, será ela a primeira ação geratriz e ordenadora do Universo. E, se nada existe, será esse o ponto de partida e, portanto, totalizador desse Universo. Independentemente do teu pensamento verás que o Universo teve forçosamente uma origem que escapa aos ditames de tua razão e deve ter, também, um fim posterior que se esgote em si mesmo, um fim cuja natureza a

Maçonaria não te revela e não te ensinará a elucidar porque, humilde, científica e razoável, se conforma que vivas bem toda a tua vida, com o pensamento de que, se a tua morte sobrevivesse a tua alma, terás preparado teu caminho a percorrer em outra vida e se não existe essa outra vida, nada haverás perdido em viver bem a presente."

A Maçonaria cumpre sua missão incansavelmente, com denodo, valor e perseverança. E sua doutrina é o amor. Não há ser no mundo que não melhore em algo sua alma enquanto ama outro ser, ainda quando se trate de um amor vulgar. E os que não deixam de amar não seguem amando senão porque é a mais divina e ao mesmo tempo a mais profunda virtude humana.

Que a Razão e o Amor lutam primeiro com violência em uma alma que se eleva, mas a Sabedoria nasce da paz que acaba de fazer-se entre o Amor e a Razão, e essa paz é tanto mais profunda quanto mais direitos haja cedido a Razão para o Amor.

Não chegamos a ser verdadeiramente justos senão desde o dia em que nos vemos reduzidos a buscar em nós mesmos o modelo da justiça.

A inteligência, ao mostrar-nos, por assim dizer, a imensidade de nossa impotência, nos toma a dor de nossa derrota.

Grande é a vontade de Deus, mas não a vemos ( como o vento, por exemplo ) e isso se reflexiona, é natural porque todas as dádivas de Deus são invisíveis, como a providência Paternal, que é espírito puro.

No fundo da humilde vida do justo só são inalteráveis e imóveis a Justiça, a Confiança, a Benevolência, a Sinceridade e a Generosidade.

A missão da Maçonaria Universal é espargir os postulados do Amor. Ela não tem donos, não é um negócio, não é uma profissão. O amor nos abre os olhos para muitas verdades pacíficas e doces, e nos dá a oportunidade de conhecer e admirar, em um objeto único, o que não havíamos tido, nem em idéia, concebido em mil objetos diversos. E com isso se alarga nosso horizonte e mais se estende o alcance de nosso coração.

A Maçonaria é para poucos, mas esses poucos muito fazem pela humanidade. Muitos adentram, logo saem, e continuam sendo Profanos de Avental.

Sagrada, Sublime missão é a da Maçonaria.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A FREQÜÊNCIA AOS TRABALHOS

Ir. José Soares Barbosa, 33°, MI

As parábolas sempre ilustram com muita força e até com certa dramaticidade os ensinamentos morais. A freqüência dos irmãos aos trabalhos é um dos itens constantes de todas as pautas das reuniões.

Há os que não vão aos trabalhos da oficina, porque acham que a mesma nada mais tem a lhes ensinar. São os presunçosos. Se forem telhados, não sabem fazer o sinal de Aprendiz. Há os que não vão à Oficina porque acham que as reuniões se tornaram desinteressantes e monótonas. Estes fazem parte daquele grande grupo que entraram para à Maçonaria, mas a Maçonaria não entrou neles. Acham as reuniões desinteressantes mais nada fazem para torná-las melhores. São os reformistas e críticos de palavras, nada fazem porque faltam-lhes luzes para fazer, ou porque são egoístas, não querem dividir os seus conhecimentos, quando raramente possuem algum, são os verdadeiros inoperantes da Ordem.

Os argumentos, de todos os grupos de faltosos, são extremamente frágeis e na realidade se baseiam, também com a Maçonaria em três colunas, ou melhor, três antes coluna: a ignorância, o desinteresse e o perjúrio. Ser perjúrio não é somente quem revela os nossos segredos Iniciáticos, mas também é perjúrio aquele que não cumpre com as obrigações contraídas para com a sublime Ordem no Cerimonial da Iniciação.

Outro dia encontramos um destes pseudo irmão e perguntei-lhe: por que não tens mais ido à Loja? – ao que ele me respondeu de pronto: para que, só para bater malhetes? – Então lhe repliquei: sabes o que significa “bater malhetes”? – Ele se coçou todo, gaguejou, desculpou-se e se escafedeu-se deixando atrás de si a poeira ofuscante da sua ignorância.

Aprendemos com um Mestre, a quem respeitamos e admiramos uma parábola que vamos aqui tentar reproduzir aos irmãos.

Londres, fria, úmida, nevoenta e cinzenta, havia num bairro um templo religioso, possivelmente Anglicano, no qual pregava um mesmo pastor há mais de vinte anos. E os Londrinos, como os ingleses de um modo geral, são extremamente tradicionalistas e naquele Templo, vinham fiéis das redondezas, sempre os mesmos, sempre ocupando os mesmos lugares, a sucessão de cada semana e desta forma todos já se conheciam pelos nomes conforme devem ser os Maçons em Loja.

Num certo final de semana, o pastor notou ausente, uma cadeira que estava vazia e era a cadeira de um dos mais assíduos fiéis.

O pastor preocupou-se, mas passado o culto, o fato foi esquecido, absorvido que foi o pastor pelas suas outras atividades.

Nova semana, novo culto, e novamente a mesma cadeira vazia, o pastor perguntou aos fiéis: alguém viu o fulano, estaria doente, estaria acontecendo alguma coisa? – Ninguém soube responder.

Na semana seguinte o fato se repetiu pela terceira vez e o pastor, após o culto resolveu visitar o fiel.

Chegando lá, encontrou-o à beira da lareira, em frente ao fogo. Então o pastor lhe perguntou:

- Estás doente?

O fiel lhe respondeu:

- Não, estou muito bem de saúde.

E o pastor replicou:

- Estás com algum outro problema?

O fiel lhe respondeu:

- Não, não estou com problema nenhum, muito pelo contrário, estou muito bem:

Então o pastor lhe admoestou:

- Mas não tens ido mais ao culto...

Dito isso o fiel dirigindo-se ao pastor disse:

- Eu frequento aquele culto há mais de vinte anos, sento naquela cadeira, efetuo as orações e entôo os mesmos hinos, durante todo este tempo eu já aprendi tudo de culto, sei todo o livro do culto de cór. Então eu acho que não preciso mais ir lá, por isso não estou indo.

Atônito, o pastor pensou um pouco, dirigiu-se à lareira, atiçou o fogo e de lá retirou a maior das brasas que se encontrava na lareira, colocando-a sobre a saleira de mármore da janela, ante o olhar curioso do fiel.

A brasa, em questões de minutos, perdeu o brilho, se revestiu de uma túnica cinzenta, transformando-se em carvão e cinza, fora do convívio com as outras brasas.

O fiel levantou-se colocando as mãos na cabeça, disse:

Por favor, homem para com isso, eu compreendi a lição.

Doravante não mais faltarei ao culto.

Tornando-se, a partir daquele dia, a cadeira, novamente ocupada.

Meus irmãos, os Maçons são como as brasas, para manterem a luz dos conhecimentos, o calor da fraternidade e a chama do ideal, necessário é, que estejam no convívio permanente das outras brasas.

Não faz Maçonaria fora do Templo. A Maçonaria que se pratica na vida profana é uma obrigação do iniciado e é reativada à cada Sessão, como uma espécie de bateria que precisa ser recarregada.

Se algum irmão acha que nada mais tem aprender, então ele dever ter atingido a Gnose perfeita e é chegado o momento dele começar a ensinar.

Bibliografia: ENTRE O QUADRO E O COMPASSO, IRMÃO WALTER PACHECO JR

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